Pau, o fiel escudeiro de Vicens
/ Futebol
06-09-2026 11:00
Formado no {TEAM_LINK|5121|Girona} e com passagem pelo {TEAM_LINK|40|Barcelona} - onde foi campeão espanhol - chegou a Portugal rotulado de estrela e com o peso dos milhões gastos na sua compra - maior da história do {TEAM_LINK|15|SC Braga}. A cada jogo que passa, {PLAYER_LINK|809947|Pau Victor} justifica o investimento. O avançado espanhol chegou à Pedreira pouco depois da nomeação do compatriota {COACH_LINK|46995|Carlos Vicens} para treinador principal dos Gverreiros, havendo uma evidente ligação entre os dois nesta era do clube. Na época passada, assumiu um dos lugares do sensual tridente ofensivo bracarense, ao lado de {PLAYER_LINK|689707|Rodrigo Zalazar} e {PLAYER_LINK|74952|Ricardo Horta}, e, a espaços, demonstrou que tem o talento para ser diferenciador no nosso campeonato. {EPOCA|ESQ|JOG|809947|0|0|15|0|1} Apesar do preço, acabou por ficar atrás dos companheiros de ataque no que diz respeito a golos marcados e foi o 3º melhor marcador da época passada em Braga, com 17 tentos, atrás de Horta (21) e Zalazar (23). Contudo, numa mistura de saúde e regularidade tática, acabou por ser mesmo o jogador mais utilizado por Vicens (56), a par de Victor Gómez e {PLAYER_LINK|7608|João Moutinho}. Esta época, o seu peso é ainda maior. Os números falam por si. Pau Victor continua a ser o jogador mais utilizado por Vicens - a par dos nomes acima referidos - nesta sua era em Braga. Mas vai mais longe. Os três são os jogadores mais utilizados pelo técnico espanhol em jogos oficiais na sua ainda curta carreira de treinador principal. No caso de Pau, o peso vai além disso. Basta ver que o avançado espanhol é o 3º melhor marcador da carreira de Carlos Vicens, apenas atrás dos referidos Rodrigo Zalazar - agora jogador do {TEAM_LINK|16|Sporting} - e o capitão Ricardo Horta. O jogador de 24 anos é, ainda, entre jogadores com pelo menos 20 jogos realizados com Vicens, um dos que tem melhor média de golos (0,34) por jogo. Papel de Pau muda a equipa Na época passada a simbiose entre Pau-Zalazar-Horta tinha momentos de pura perfeição, com um perfume apurado a magia. A permuta constante entre os três, toque curto e faro técnico e de golo alimentava o ataque da equipa e tornava difícil a missão de qualquer adversário. A saída do uruguaio tornou a equipa diferente e, neste arranque de época, especialmente com a lesão de Ricardo Horta, Pau Victor tem assumido um papel de ponta de lança em vários jogos, mesmo que isso vá um pouco contra as suas móveis características. O jogo deste sábado em {TEAM_LINK|1|Alverca} (1-2) foi exemplo disso. Pau esteve mais fixo na 1ª parte e a equipa perdeu muita ligação entre linhas e no último terço. Na 2ª, com a entrada de uma referência ({PLAYER_LINK|458086|Fran Navarro}) para a frente, o gverreiro vagabundo ganhou e deu vida à manobra da equipa e acabou decisivo. O seu impacto vai bem além dos dois golos que apontou e permitiram a reviravolta. Os números mostram que foi dos jogadores que mais perderam a bola no jogo, mas isto está ligado ao atrevimento que impõe no jogo. Por outro lado, foi quem mais sofreu faltas (4), dos que mais tocou na bola (66) e o jogador que mais fez passes de rutura (18) no jogo. A estatística mostra a necessidade que o ataque tem de Pau Victor e da sua melhor versão. Por isso mesmo, é o melhor marcador atualmente do SC Braga na época - cinco de 13 golos, no total - e merece rasgados elogios do seu comandante, Carlos Vicens.
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