Fazer das ausências força: lesão de Horta, espírito de Víctor Gómez e a ambição sem fim de Vicens

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01-05-2026 14:45

Fazer das ausências a força necessária para atingir objetivos. Podia ser a frase de um treinador sobre os desfalques de uma equipa à beira do sucesso, podia ser {COACH_LINK|46995|Carlos Vicens} no final da partida que culminou no saboroso triunfo do SC Braga sobre o {TEAM_LINK|1123|Freiburg}. Neste caso, os desfalques são de índole física e vão voltar a sobrecarregar de dores de cabeça do técnico espanhol que, junto dos Gverreiros que comanda, vai fazendo, à boleia de um grande rigor tático, compromisso coletivo e sacrifício, o que poucos podiam imaginar. Se os indisponíveis por lesão eram já bastantes à entrada para o regresso dos arsenalistas a uma meia-final europeia, o exigente duelo diante dos alemães fez ainda mais estragos.  A {PLAYER_LINK|643173|Bright Arrey-Mbi}, {PLAYER_LINK|768281|Adrian Barisic}, {PLAYER_LINK|560488|Niakaté}, {PLAYER_LINK|358508|Florian Grillitsch}, Diego Rodrigues e Gabri Martínez - {PLAYER_LINK|730300|Gabriel Moscardo} foi ausência por castigo -, juntaram-se também {PLAYER_LINK|74952|Ricardo Horta} e Víctor Gómez. {IMGHALF|DIR|1482754|Lateral espanhol foi determinante para a vitória, mesmo lesionado} O eterno capitão dos minhotos ainda tentou prosseguir em ação com uma «coxa elástica» - pode ser interpretado como o tudo por tudo para se manter num dos jogos mais desejados da carreira -, mas não conseguiu mesmo continuar devido a um problema muscular que ainda carece de detalhes.  A cara de desilusão aquando da saída e a ovação pela qual foi amparado dizem tudo do momento. Mais à frente na fita, o lateral espanhol foi também ele atraiçoado, o que não significou necessariamente a saída de cena. Em bom tempo dirão os adeptos dos arsenalistas. Isto porque a fratura na mão contraída aos 63' «esperou» até ao apito final de Anthony Taylor, permitindo que o lateral contribuísse, de forma decisiva e com mais uma das suas muitas incursões pela direita, para o momento mágico proporcionado pelo golo de {PLAYER_LINK|1006301|Dorgeles}.   Uma prova cabal que os contratempos têm retirado opções e soluções, mas também têm sido aglutinadores do espírito de grupo. Além das «provas» desta quinta-feira, fresca está na memória a reviravolta épica diante do Betis já com apenas um central de raiz em campo - {PLAYER_LINK|624910|Lagerbielke} teve a companhia de Vítor Carvalho e Gabriel Moscardo. «Chegámos a uma final em janeiro e não conseguimos levantar o troféu» Até ao final da época, ainda faltam quatro partidas sem contar com a eventual passagem à final da {COMPETITION_LINK|28|Liga Europa}… sendo que Carlos Vicens não esqueceu a surpreendente eliminação da Taça de Portugal aos pés do Fafe para imaginar o calendário (ainda mais) diabólico que os Gverreiros poderiam ter pela frente. «Temos de questionar o esforço de hoje e o da quinta que vem… Todas estas ações fazem parte do meu dia a dia. O objetivo de acabar em quarto não está conseguido, temos o objetivo de chegar à final e, mesmo em vantagem, ainda temos 90 minutos para jogar e nunca um jogo de futebol para uma equipa estrangeira na Alemanha foi fácil. Nunca e não vai ser para a semana», começou por dizer. {IMGHALF|ESQ|1482741|No meio de tantas baixas, João Moutinho liderou o assalto bem-sucedido à baliza do Freiburg} A uma viagem a solo germânico de atingir o feito conseguido em 2010/11 - na altura, os arsenalistas lidavam com uma desvantagem no «intervalo» da eliminatória com o Benfica -, o técnico espanhol explicou os procedimentos que uma equipa prestes a atingir as seis dezenas de jogos precisa de manter em dia para uma gestão física, mental e de objetivos eficaz, mas desafiante. «Chegámos a uma final em janeiro e não conseguimos levantar o troféu. Se estou contente com o trabalho dos jogadores? Todos os dias. São espetaculares na entrega, no trabalho, como rendem, como jogam futebol, mas, com isso, não temos troféus», recordou. «Temos de ganhar os três jogos que faltam e há que focar-me em como melhorar, como gerir os esforços, quem joga ao domingo, quem joga na semana que vem, que exercícios fazemos. Isto não para. 57 jogos oficiais, vamos jogar 61 no mínimo, oxalá 62. E adorava jogar 64 ou 65. Se passássemos o Fafe, não sei onde iam encaixar os jogos. Mas adorava disputar as meias e chegar à final da Taça.»