Choupana: <i>casa assombrada</i> virou terreno fértil para o SC Braga
/ Futebol
01-03-2026 13:30
Equipa com fama de osso duro de roer ao longo do vasto histórico que vai enriquecendo na {COMPETITION_LINK|3|I Liga}, sobretudo na Choupana, o {TEAM_LINK|27|Nacional} tem visto o seu próprio reduto tornar-se apetecível para o {TEAM_LINK|15|SC Braga} nas últimas temporadas. Este sábado, os Gverreiros apenas asseguraram o êxito ao cair do pano, mas cimentaram a tendência de passar com sucesso na montanhosa região madeirense, onde não perdem desde a longínqua temporada 2013/14. Mario Rondón, Djaniny e Daniel Candeias deram corpo ao último e robusto sucesso dos insulares, que não mais conseguiram dar alegrias caseiras aos seus adeptos. As contas são simples. Dessa época até ao presente, os minhotos lograram sete triunfos e dois empates a contar para todas as competições, sendo capazes de reverter um cenário francamente negativo no terreno dos insulares, sobretudo com as seis vitórias consecutivas amealhadas nas últimas seis deslocações. Até ao último dissabor frente aos alvinegros, as visitas dos arsenalistas àquela parte da Pérola do Atlântico era sinal de sobressalto: em 17 partidas, apenas três vitórias, contra oito derrotas e seis empates. Desde então e tendo em conta as três descidas com que os insulares tiveram de lidar pelo meio, a força nacionalista perdeu vigor - basta lembrar as candidaturas europeias que, ano após ano, teimavam em efetuar - e os resultados mudaram radicalmente. Primeiro triunfo à nona tentativa Contas feitas, os bracarenses já somam mais triunfos do que derrotas - 10 contra oito - naquele estádio, num claro sinal do contínuo crescimento do emblema da Cidade dos Arcebispos, que venceu na Choupana pela primeira vez em 2008 e já na nona tentativa. {CONFRONTOS|ESQ} Numa temporada de 2007/08 onde as duas equipas acabaram fora dos lugares de acesso às provas europeias, o tento solitário de Zé Manuel foi suficiente para o primeiro e tão ansiado sucesso, que serviu de tiro de partida para a mudança de cenário. O figurino não se alterou radicalmente daí em diante - apenas mais duas vitórias até 2014 -, acabando, ainda assim, por ser o primeiro grande ponto de viragem. Casa dos horrores no início do milénio, altura na qual surgiu a maior goleada encaixada naquele reduto (5-1) -, o SC Braga vai tornando cada vez menos agrestes as viagens àquela Região Autónoma. Além do registo cada vez mais risonho, o conjunto agora comandado por {COACH_LINK|46995|Carlos Vicens} retribuiu a chapa 5 acima referida na meia-final da Taça de Portugal de há três temporadas, angariando ainda dois 0-3 - 2018/19 e 2024/25 - bem elucidativos da fertilidade de sucessos dos últimos anos. O desta ronda 24 da Liga Portugal Betclic podia ter sido bem mais tranquilo. Valeu a frieza de {PLAYER_LINK|689707|Zalazar} para manter a tradição de uma viagem cada vez menos turbolenta nos tempos mais recentes do futebol luso.
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