Um rótulo que começa a não pesar: Pau Victor está em afirmação e a justificar o investimento

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03-02-2026 08:30

Em Vila das Aves, a noite não foi só dele, mas também foi. Frente ao {TEAM_LINK|296012|AFS}, {PLAYER_LINK|809947|Pau Victor} foi uma das figuras da partida, assinando uma exibição de alto nível que se traduziu em dois golos e uma assistência, confirmando a boa forma recente e sustentando em números o investimento histórico feito pelos arsenalistas no último verão. Contratado como o jogador mais caro da história do clube, {PLAYER_LINK|809947|Pau Victor} chegou a {TEAM_LINK|15|Braga} rodeado de expectativa. O clube minhoto viu nele um avançado capaz de elevar o patamar ofensivo da equipa e de fazer a diferença em jogos decisivos, num projeto cujo futuro a curto/médio prazo passa por ser campeão português, como assumiu António Salvador. O peso dos 12 milhões O espanhol, formado no {TEAM_LINK|5121|Girona}, chegou à cidade dos arcebispos a troco de 12 milhões de euros. Ora, se o valor recorde já colocava alguma pressão em cima do jogador, o clube de onde veio ainda mais. O avançado assinou pelo {TEAM_LINK|15|SC Braga} proveniente do {TEAM_LINK|40|Barcelona} - 29 jogos na temporada passada -, o que gerou ainda mais expectativa no que toca à sua qualidade.  {IMGMED|DIR|1154877} A adaptação, porém, não foi imediata. Entre a natural pressão associada ao valor da transferência e a exigência competitiva do clube minhoto - também numa fase de transição -, o avançado teve momentos de afirmação intercalados com períodos de menor protagonismo, num processo normal para quem se estreia num novo campeonato. Para o jogador, ser o jogador mais caro da história do clube não pesa, mas assumiu que esse fator era muitas vezes repetido: «Sim, meu Deus, repetem isso muitas vezes nas entrevistas. Não dou muita importância, o importante é que estou feliz, com os colegas de equipa, muito integrado e com a equipa técnica também. E isso é que é importante. São coisas que não dependem de mim, que não me afetam em nada, assim que tento nem pensar nisso», disse à Cadena Ser, em entrevista. Ainda assim, os sinais de qualidade estiveram sempre presentes. A mobilidade entre linhas, a capacidade de finalização com ambos os pés e a inteligência na leitura dos espaços fizeram de Pau Victor uma peça cada vez mais relevante no modelo ofensivo do SC Braga. Ora como ´10´ - onde agora jogam {PLAYER_LINK|689707|Zalazar} e {PLAYER_LINK|74952|Ricardo Horta} -, ora como ponta de lança, o catalão foi mostrando qualidades inegáveis na ligação e em espaços curtos mas sem uma grande regularidade exibicional. {IMGFULL|DIR|1316264} Estabilidade surgiu como ponta de lança No início da temporada, foi intercalando o seu lugar com {PLAYER_LINK|458086|Fran Navarro} e {PLAYER_LINK|181486|El Ouazzani} porém, nos últimos dois meses de competição, tem-se afirmado como o titular no ataque do SC Braga no campeonato, o que coincide também com o momento de maior regularidade dos arsenalistas na {EDITION_LINK|201241|Liga Portugal Betclic}. {IMGMED|ESQ|1431691} Nas últimas duas partidas na {COMPETITION_LINK|3|Liga}, Pau Victor anotou, nada mais nada menos, do que três golos e duas assistências, contribuições que ajudaram a equipa minhota a alcançar duas vitórias gordas: 5-0 em casa, diante do {TEAM_LINK|1|Alverca}, e 0-4 em Vila das Aves. Neste último, Pau começou o jogo com nota artística, mas não estava a ser feliz no capítulo da finalização. Aos sete minutos, o avançado rompeu pelo meio da defensiva avense num movimento de ataque ao espaço, recebeu um passe de {PLAYER_LINK|768281|Barisic} e assistiu primorosamente Ricardo Horta com um toque de calcanhar para este inaugurar o marcador. Uma assistência que ilustra muito bem as melhores características do jogador: movimentação pelos espaços e a visão e facilidade em combinar com os colegas de equipa. Depois, passou por um festival de desperdício. Primeiro, quando tinha tudo para fazer o golo, passou por Adriel e tentou assistir novamente Ricardo Horta, mas o passe saiu atrasado e este não chegou à bola. Depois, novamente no cara a cara com o guardião avense, permitiu a defesa a Adriel. {EPOCA|DIR|JOG|809947|201241|0|0|0|0} Ao contrário do que tem sido habitual, {COACH_LINK|46995|Carlos Vicens} não trocou o ponta de lança e o golo lá acabou por aparecer, logo em dose dupla. Aos 80´, {PLAYER_LINK|726083|Diego Rodrigues} lançou Pau Victor no ataque e o espanhol desta feita não falhou e aumentou as contas do resultado para 3-0. Três minutos depois, Ricardo Horta encontrou-o sozinho na área e este bisou, num movimento de rato de área. Ainda teve oportunidade de fechar com chave de ouro com o hattrick, mas Adriel negou com uma belíssima intervenção e, na ressaca e já desiquilibrado, atirou ao poste. No total, já são 11 golos e quatro assistências na temporada, em 37 jogos disputados. Os números não são estratosféricos, mas agradam numa temporada de transição do clube. Conseguirá Pau Victor continuar a justificar o investimento?