De Madrid a destaque em Barcelos: quem é Santi García, o homem que coroou o quarto lugar gilista?
/ Futebol
15-02-2026 10:15
A melhor exibição da noite deste sábado no {TEAM_LINK|11|Gil Vicente} teve um rosto claro. Frente ao {TEAM_LINK|15|SC Braga}, {PLAYER_LINK|825862|Santi García} marcou, assistiu e foi decisivo num jogo que ajudou a explicar não só o resultado, mas também o percurso de um médio que cresceu longe do foco mediático e se afirma pelo impacto real no jogo. Natural de Madrid, Santi García fez toda a formação em Espanha, num contexto competitivo exigente e altamente filtrado. A transição para o futebol sénior foi feita nos escalões inferiores espanhóis, onde ganhou minutos, duelos e maturidade. Esse percurso vestiu-se com a camisola da equipa B do {TEAM_LINK|3753|Getafe}, onde se consolidou como médio de trabalho, capaz de equilibrar a equipa e de interpretar vários momentos do jogo. O rendimento valeu-lhe a oportunidade de se estrear na {COMPETITION_LINK|5|La Liga}, um passo simbólico num trajeto construído com paciência. Em casa do Girona, atuou durante 24 minutos. {EPOCA|DIR|JOG|825862|201241|0|0|0|0} Apesar desse contacto com o patamar mais alto do futebol espanhol, o espaço para se afirmar era reduzido. A concorrência, típica dos grandes centros formadores, empurrou-o para uma decisão estratégica: sair de Espanha para crescer. Portugal surgiu como um contexto ideal. Um cenário competitivo, valorizador de médios intensos e atento a jogadores em fase de afirmação. No Gil Vicente encontrou esse espaço. Desde a chegada a Barcelos, Santi García assumiu-se como um médio de confiança, mais preocupado em dar solidez do que em somar números. A agressividade nos duelos, a disponibilidade física e a leitura dos momentos defensivos tornaram-no rapidamente importante, mesmo sem grande exposição. Na temporada passada, somou 30 jogos e precisou apenas de alguns jogos para passar a ser titular praticamente constante nos gilistas. O jogo frente ao SC Braga mostrou uma nova camada do seu jogo. Para lá da presença habitual sem bola, o espanhol foi decisivo com ela. Assistiu com critério no lance do empate, libertando-se da pressão, e marcou com frieza quando teve apenas a linha defensiva pela frente, numa exibição que o colocou no centro da narrativa da jornada. {EPOCA|DIR|EQ|11|201241|0|0|0|0} Também o enquadramento coletivo ajudou. {COACH_LINK|37138|César Peixoto} leu bem o jogo a partir do banco, deu liberdade às trocas posicionais e potenciou a influência de Santi García, sobretudo na ligação com Murilo. A entrada de {PLAYER_LINK|508999|Gustavo Varela} acrescentou mobilidade e permitiu ao médio aparecer em zonas mais altas - o que resume a quase imaculada segunda parte do Gil Vicente. A afirmação de Santi García encaixa numa tendência cada vez mais visível no futebol português: a capacidade de identificar talento formado em Espanha e de o potenciar fora do radar dos grandes clubes. Sem o brilho imediato de outros nomes da liga, Santi García constrói um caminho com consistência. Em Barcelos, deixou de ser apenas mais um médio para se tornar uma figura decisiva de um projeto que sabe exatamente o que procura, ao lado de alguém que o pode ajudar a crescer cada vez mais - {PLAYER_LINK|88263|Luís Esteves}. Para já, os números são claros. 23 jogos, cinco golos, uma assistência e a confiança de César Peixoto. Rosto de uma exibição histórica em Barcelos Santi García foi dos rostos maiores de uma exibição de gala frente ao SC Braga. Afinal, o Gil Vicente consumou a ultrapassagem para o quarto lugar com um jogo de grande nível na segunda parte, coroada com uma reviravolta frente aos arsenalistas. Os gilistas assinaram uma noite memorável em Barcelos, impondo-se num duelo marcado pela eficácia e pela ambição após o intervalo. O triunfo ganha contornos especiais: pela primeira vez desde 2013, o Gil Vicente voltou a vencer os arsenalistas em casa e, de forma inédita, conseguiu somar duas vitórias consecutivas frente ao rival minhoto. Um feito que sublinha o crescimento competitivo da equipa e a maturidade demonstrada em momentos decisivos. A vitória ficou ainda marcada pelos dois golos apontados à formação orientada por Carlos Vicens, que não sofria qualquer golo há exatamente um mês - tendo acontecido na Taça de Portugal, onde caiu frente ao AD Fafe. Um resultado que quebra a solidez defensiva bracarense e reforça o momento de afirmação dos gilistas.
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